No vidro translúcido de vinho rosa
bate o sol inteiro,
na ria, na doca, nas portas do mar,
a gaivota grasna.
Na palma estendida, no vime entrançado,
oiro goteja num halo azul.
Declina o dia, a nuvem cinza filtra a luz
brilhante, amaciada.
O rosto interroga e aguarda,
apenas, calmo,
o exato cambiante, previsto
e sempre novo.