Flor de um dia

poesia

José Carlos Costa Marques

Acima, a capa de um livro datado de 2009, então publicado com o nome fictício de Aurélio Porto.
O título desse livro é também agora o título deste e-sítio.

Nesta Página Inicial, surge a cada dia um poema diferente. Por meio da seta no fundo desse poema, pode encontrar os restantes 150 de uma antologia selecionada a partir dos livros ou plaquetes constantes da Galeria.

Na Panorâmica, pode rapidamente, em dois minutos, ficar com uma ideia da minha poesia.

Acedendo a Alguns Poemas, e explorando a lista que então surge, pode ser lido qualquer um dos 150 poemas ou fragmentos da antologia.

Em Galeria (Livros e Plaquetes), o n.º zero contém anotações, introduções, informações que não são indispensáveis para fruir ou conhecer os poemas, mas que podem ajudar. Os restantes «livros» (por vezes muito pequenos, as plaquetes) encontram-se na Galeria em série numerada, de momento, de 1 a 30.

[Casa meio arruinada,]

Casa meio arruinada,

oculta paisagem deslumbrante,

cão inóspito.

 

 

O melro grita, lancinante.

O mundo dói-lhe. Ou apenas,

a fêmea, cantando, lhe escapou.

 

 

Sobre o paúl que vão secar,

planando a cegonha não sabe,

e está tranquila.

 

 

Dezasseis anos, menina linda.

Um dia, velhinha,

dezasseis terás.

 

 

Azul azul o céu,

o vestidinho curto da menina

em Abril, de repente.

 

 

Retirado do livro: Verão Chegando Cedo na Montanha
1980-84

Outros poemas deste livro: