Nos penhascos de outrora,
no tempo virgem dos amigos
no céu do início,
no pranto e no ranger de dentes
com que aos quinze anos se entra no mundo,
o espanto da flor nascendo sem terra ou raiz.
Nas falésias de Lagos,
quando o tempo sobre si rodou
o giro árido de desencantos vários,
no momento exato em que a outra vertente
ao alcance da mão surge,
nos olhos o antigo espanto,
nos dedos a carícia
da flor nascendo sem terra ou raiz.