Das brumas do norte chegado,
o deslumbramento que tu foste,
que tu és!
Fremente a terra debruçada no azul
cristal,
tremente na leve aragem o carrasco,
o zambujeiro,
sulcado o céu de um branco fiapo perdido
sobre a oliveira na escarpa,
e o mar em baixo.
Agora que Tánatos parece presidir
e a Terra geme sob o peso da foice que aniquila,
agora que o veneno corre nos rios e nos mares,
e os solos contamina,
Arrábida por ti ainda vale a pena,
a montanha no ar finíssimo,
a tua paleta verde, ocre e azul,
a que os poetas amaram!