Minha senhora, dona solidão
o que lhe apetece, diga por favor?
O meu ramo de rosas,
a flor do trevo,
um dedal de vento,
ou o açucareiro novo?
Se calhar a haste do meu girassol,
o sol do jardim,
a boneca dela, de porcelana e seda,
o gato malhado, o manjerico do vaso,
o meu violão?
Ou um poucochinho da minha companhia,
ó minha senhora, dona solidão?
Quer que lhe venda a alma?
Que lhe troque o sangue
por uma navalha nova, a brilhar de fogo?