Mais uma loja de flores abriu, frente ao cemitério.
Não porque haja agora mais mortos, provavelmente.
Mas neste tempo em que as imagens, todos os dias, fogem velozmente
e logo desaparecem na febre do desejo fugaz,
aos nossos mortos nos prendemos, que calmamente permanecem
lá onde os visitamos, lá onde a eles nos reuniremos em breve
nós que temos, já tivemos, vinte anos e sabemos viver como imortais apenas.