De repente glicínias
na cidade grande
e o rouxinol cantando.
Do último inverno quem se lembra?
Quem se lembra do próximo?
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Chora tanto o recém-nascido!
Voltando ao berço, paredes meias,
quase chora o vizinho também.
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Com a filhinha ao colo
não se vê a cabeça
da jovem mãe andando.
Apenas o amor sim.
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Explode o ferro
por dentro da carne humana.
Negócios, comércio somente.
Culpados para quê?
De olhos esgazeados,
suplicante, no deserto
a menina sorri.