Já não bastam os olhos – e o pranto que não corre
das palavras se esconde. Não basta também
silêncio, já nada fala que não arranque da terra
a raiz vulnerável.
Oculta ferida, muro granítico de um corpo a outro corpo,
violência dilacerando não a carne
mas o que ela oculta – faminta boca voraz
do coração, músculo batendo com seu sangue aprisionado
contra a separação que o gangrena.