Abdicam os amigos. Devora-os a engrenagem,
A grande roda e seus dentes.
Solicita-os. Desistem um pouco, já cansados,
repelindo a poeira. Entristecem,
por vezes sufocam, doridos.
E no entanto preciso dos amigos, do brilho
dos seus olhos, que também eu abdico.
E me recupero no sorriso deles, no seu pão
fresco, na sua luta tranquila,
como quem regressa, um pouco triste por vezes,
ao ombro fraterno que connosco resiste.